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Introdução Geral ao Plástico

O primeiro contato do homem com materiais resinosos e graxas extraída e/ou refinadas se deu na antigüidade com os egípcios e romanos que os usaram para carimbar, colar documentos e vedar containers. No século XVI com o advento dos descobrimentos, espanhóis e portugueses tiveram o primeiro contacto com o produto extraído de uma árvore natural das Américas (Havea Brasiliensis). Este extrato, produto da coagulação e secagem do látex, apresentava características de alta elasticidade e flexibilidade desconhecidas até então. Levado para a Europa adquiriu o nome de borracha pela sua capacidade de apagar marcas de lápis. Sua utilização foi bastante restrita até a descoberta da vulcanização por Charles Goodyear, em 1939. a vulcanização (nome dado em honra ao deus Vulcano – das profundezas e do fogo), feita principalmente com enxofre, confere à borracha as características de elasticidade, não pegajosidade e durabilidade tão comuns nas aplicações dos dias atuais. Em 1946 Christian Schónbien, químico alemão, tratou o algodão com ácido nítrico em presença de óleo de rícino, dando origem à nitrocelulose, primeiro polímero semi-sintético (não pode ser utilizado comercialmente). Alguns anos mais tarde (1862) Alexander Parker (inglês) dominou completamente esta técnica, patenteando a nitrocelulose (ainda é comum a cera Parquetina, nome derivado de Parker). Em 1897 Krishe e Spittler na Alemanha conseguiram um produto endurecido através da reação de formaldeído e caseína (proteína constituinte do leite desnatado).
O primeiro polímero sintético foi produzido por Leo Baekeland em 1912, obtido através da reação entre fenol e formaldeído. Esta reação produzia um produto sólido (resina fenólica) hoje conhecido por baquelite, termo derivado do nome do inventor.
Até o fim da I Grande Guerra Mundial todas as descobertas nesta área são por acaso, através de regras empíricas. Somente em 1920 Staundinger, cientista alemão, propõe a teoria da macromolécula. Esta nova classe de materiais era apresentada como compostos formados por moléculas de grande tamanho. Esta idéia foi fortemente combatida na época, levando algumas décadas para que fosse definitivamente aceita. Em reconhecimento Staundinger recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1953. do outro lado do Atlântico, W. H. Carothers, químico norte-americano trabalhando na Du Pont, sintetiza em 1928 uma poliamida a que ele batizou de NYLON. Existem duas versões para a razão desta denominação, a primeira, mais satírica, onde as letras foram tiradas da frase “Now You Are Lost Old Nippon”, referindo-se ao Japão, na época já se mostrando como uma potência emergente, preconizando o futuro desastroso deste país na II Guerra Mundial. A segunda versão, mais prática e com uma visão econômica, se refere aos dois maiores centros (New York e London), maiores consumidores potenciais do novo produto (meias femininas sintéticas onde a seda natural foi substituída por fios do material recentemente inventado). A partir de 1937 até os dias atuais o Prof. Paul Flory têm sido um incansável pesquisador neste campo com a cinética de polimerizações, polímeros em solução, viscosidade e determinação de peso molecular dentre outros campos. Como reconhecimento o Prof. Floy recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1974. com o advento da II Guerra Mundial (1939~45) houve uma enorme aceleração do desenvolvimento dos polímeros sintéticos.
Como exemplo, podemos citar o desenvolvimento da borracha sintética SBR pela Alemanha, por razão do fechamento de suas fronteiras com os países fornecedores de borracha natural.

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