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| Decoração e Acabamento |
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Várias soluções foram desenvolvidas, tecnologicamente, com objetivo de melhorar a aparência final dos plásticos, tais como: tingimento da massa, pintura superficial, decoração, gravação, impressão, transferência, etc.
Outro complemento que normalmente é utilizado industrialmente é a decoração superficial da massa plástica. Esta pode ser total ou apenas parcial, de forma a melhorar a aparência ou ainda expressar mensagens ou informações.
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As considerações abaixo devem ser obedecidas para se ter uma boa aderência. Acerto da viscosidade da tinta a ser aplicada. Colocação da tinta no revolver. Colocação da máscara, se pintura for parcial. Posicionamento da peça. |
Acionamento do revolver ligando o ar comprimido. Secagem ao ar ou estufa se necessário. Silk Screen (Serigrafia) |
Tela:
Pode ser de seda,
nylon ou malha metálica fina.
Tintas Utilizadas:
Pode ser lacas acrílicas,
vinílicas, etc, ou tintas por secagem química, por
exemplo: Epóxi, Poliuretânica ou Alquídica.
Equipamento:
Desde tela simples
com aplicação manual, até máquina totalmente
automática.
Tampo-print (Transferência)
Característica:
Permite impressões
em regiões de configuração irregular e com
acabamento perfeito.
Processo:
Deposição
da tinta na matriz previamente gravado (clichê).
Espátula retira o excesso da tinta.
Transferência da tinta do clichê para a bolacha de silicone.
Transferência da tinta da bolacha de silicone para a peça.
Secagem.
Equipamento
Máquina específica.
Hot-Stamping
Definição:
É um processo
de estampagem a quente (termo-transferência) de uma fita pigmentada,
através de prensa que pode ser automática ou manual.
Composição da Fita (Filme):
Camada transportadora: - Geralmente poliéster.
Camada libertadora: - Fina camada que permite liberação seletiva de película decorativa sob calor e pressão
Camada secante: - Protetor da película após estampagem a quente.
Camada decorativa: - Alumínio ou outro metal, usualmente aplicado a vácuo.
Camada adesiva: - Específica para cada tipo de plástico de forma a dar a máxima adesão após decoração.
Característica do processo:
Não requer tempo de secagem.
Pode ser aplicado em alto e baixo relevo ou plano.
Alto relevo é aplicado por meio de disposição com borracha de silicone.
Baixo relevo é aplicado com matriz (clichê) que faz a depressão e transfere o pigmento da fita.
Áreas planas são processadas com borracha de silicone.
Equipamento:
Prensa manual ou
automática em condições de aquecer a matriz
de estampagem, contendo dispositivo para posicionar a peça
e dispositivo para posicionar o rolo de fita.
Transfer
Processo semelhante ao Hot-Stamping se diferenciando apenas nas
confecções das fitas gravadas que possuem várias
cores.
Confecção
da Fita (Filme):
A fita de poliéster
é gravada por rotogravura, portanto, tantas cores quanto
necessárias.
Possui as mesmas
camadas da fita de Hot-Stamping, desconsiderando as camadas de tinta.
Equipamento:
Semelhante ao de
Hot-Stamping
Metalização
Objetivo:
Dar aparência
metálica aos plásticos.
Equipamento:
Câmara com
alvo vácuo com descarga de alta voltagem.
Processo:
Aplicações de primer (verniz) nas peças a metalizar.
Colocação de peças nas gancheiras apropriadas.
Distribuição de pedaço de alumínio nas resistências da câmara.
Colocação das gancheiras com as peças, na câmara.
Acionamento da bomba de alto vácuo.
Descarga elétrica de alta voltagem.
Retirada das peças da câmara e da gancheira.
Aplicação do verniz protetor.
Característica:
Verniz protetor, pode ser também colorido, é que define a resistência mecânica e química da peça metalizada.
Colagem
Processo bastante utilizado na união de duas peças
do mesmo material ou com termoplásticos diferentes.
O poliestireno devido a sua solubilidade em solventes aromáticos permite a adesão de peças moldadas com o mesmo material.
Para a colagem com peças de outros termoplásticos necessita-se o uso de adesivos de contacto.
No processo de colagem as superfícies a serem unidas são ligeiramente amaciadas por um solvente, o qual, em segundos, será volatizado para em seguida, serem prensadas juntas através de um dispositivo qualquer.
Os solventes recomendados são: Tolueno; Cloreto de Metileno; Clorofórmio; Metil Etil Cetona e Acetato de Butila.
Soldagem
Existe vários tipos de soldagem, porêm os mais utilizados
são: soldagem por impulso, na qual as peças são
soldadas através de contacto com um dispositivo (pino, pulsão)
aquecimento; e soldagem por ultra som, na qual exige-se máquinas
especificas, acopladas a gabaritos e horns (dispositivos) próprios
para cada tipo de soldagem.
A solda por ultra som, oferece algumas vantagens comparadas às outras, sendo:
Soldagem rápida.
Superfície bem protegida.
Não requer nenhum processo de preparação.
Soldagem lisa e limpa.
Sem aquecimento.
Permite soldagem hermética.
Acabamento perfeito.
Operação fácil.
Todos os tipos de poliestirenos podem ser soldados por impulso, ou utra-som, com excelentes resultados. Devido às propriedades do OS não é recomendável a solda por ondas de alta freqüência.
Impressão
Existe basicamente três principais processos de impressão:
Tipografia, Rotogravura e Off-Set. Todos os outros processos são
oriundos do tipográfico.
Processos de Impressão
Rotogravura
O processo de rotogravura é muito simples, a imagem a ser
impressa é gravada na superfície do cilindro; esta
é então entintada, removendo-se a seguir todo o excesso,
deixando a tinta apenas nas cavidades gravadas. O plástico
ou papel pressionado sobre a chapa retira a tinta das cavidades,
recebendo a imagem.
Pode se imprimir neste sistema a partir de chapas curvas, projetadas para envolver o cilindro, ou então diretamente no próprio cilindro, que recebe a gravação.
Na rotografia a área a ser impressa está em baixo relevo.
Para a impressão, toda superfície da chapa entintada e depois raspada com uma lâmina de aço flexível, chamada raspadeira, faca ou racla, deixando a tinta apenas nas cavidades.
Este tipo de impressão é mais usado em plásticos flexíveis tais como, sacos e sacolas, e é feito em máquinas rotativas que podem ser alimentadas por folhas ou bobinas.
As principais características da rotogravura são:
Impressão de alta qualidade e alta tiragem em preto e branco, ou em cores.
Qualidade uniforme.
Pretos mais ricos e gama mais ampla de tonalidade em relação a todos os outros processos.
Mais econômico nas altas tiragens, e competitivo nas pequenas.
Chapas e cilindros duram mais, porém custam mais.
Pode imprimir diversos tipos de superfície, porém em superfícies mais lisas consegue-se melhor qualidade.
Off-set
Dos três processos de impressão, o off-set é
o mais recente. É uma forma altamente refinada da litografia,
inventada em 1979 por um alemão chamado Aloys Senefelder.
A impressão off-set consegue-se através de uma chapa de impressão metálica, flexível e fina, projetada para envolver o cilindro de impressão, o qual é tratado quimicamente de forma que a área com imagem rejeite a solução de água e aceite a tinta. O inverso deve acontecer com a área sem imagem.
Na impressão off-set é usado máquinas rolativas e compostas de três cilindros; o cilindro de chapa, em volta do qual se envolve a chapa; o cilindro de borracha ou cauchú, no qual a imagem é transferida; e o cilindro de pressão, que pressiona o papel ou plástico contra o cilindro de borracha.
Na impressão de termoplásticos (rígidos ou flexíveis), é usado o processo de impressão, off-set a seco, no qual é usado somente a tinta e a gravação na chapa é feita em alto relevo, de forma a ser transferida a tinta para a chapa e então ao cilindro de caucho e este ao suporte (plástico).
As principais características da impressão off-set são:
Pode imprimir trabalhos de vários formatos em branco e preto ou em cores a custos relativamente baixos.
Requer mais atenção do que tipografia ou rotogravura, para manter a uniformidade da imagem no decorrer da impressão.
As chapas de impressão têm custo baixo, e rapidamente confeccionadas comparadas aos demais métodos.
As chapas podem ser de alumínio, aço inoxidável ou resinas especifica.
Qualidade de impressão excelente.
Obs: Os copos descartáveis
são impressos pelo sistema off-set a seco.
Flexografia
É uma forma de impressão com chapa em relevo, feita
de borracha ou resina especifica (cyrel, flexolit) confeccionada
a partir do molde de uma forma tipográfica. Usa uma tinta
de secagem rápida, porém as máquinas são
compostas com sistema de secagem, geralmente por circulação
de ar quente.
A flexografia é um processo de impressão versátil, e baseia-se no seguinte: a área a ser impressa está em relevo, quando a superfície é entintada, a área ao redor, sendo mais baixa não recebe tinta e, portanto não imprime. A tinta é transferida do clichê diretamente para o suporte (papel, plástico) por meio de pressão.
A chapa de impressão é flexível, e pode ser montada sobre os cilindros de chapa com fita adesiva dupla face.
Pode imprimir sobre papel, celofane, folhas metálicas e plásticos.
No caso de termoplásticos é praticamente usado em flexíveis, tais como sacos e sacolas plásticas.
A impressão flexográfica tem qualidade inferior a off-set, e rotogravura, porém de alta velocidade.
Corte,
Fresagem,
Estampagem
Chapas de poliestireno de pequena espessura podem ser cortadas com
faca, enquanto chapas mais grossas, com guilhotina. Para chapas
de espessuras maiores utiliza-se serras.
O poliestireno pode ser torneado em tornos comuns até a velocidade de 500m/min., sempre que a ferramenta seja apropriada a este trabalho.
Fresagem e gravação, por exemplo, letras gravadas em chapas podem ser feitas por equipamento convencional. Para um grande programa de gravuras, deve-se prevenir de que a ferramenta tenha o perfil correto para esta finalidade. A máquina deve ter condições de operar às velocidades requeridas.
Torneamento: Problemas e Causas
| Problemas Causas Prováveis Fusão superficial Ferramenta cega ou com atrito Folga lateral insuficiente Avanço muito lento Rotação muito alta Acabamento rugoso Avanço muito rápido Ângulo de corte incorreto Ferramenta pontuda (necessário um – pequeno raio de ponta) Ferramenta montada fora do centro Rebarbas de corte Falta de chanfradura nos cantos Ferramenta cega Folga lateral insuficiente Retirada brusca da ferramenta Cantos quebrados ou lascados Ângulo de ataque positivo demais Ferramentas introduzidas bruscamente Ferramenta cega Ferramenta montada abaixo do centro Ferramenta pontuda (necessário um pequeno raio de ponta) Vibração Raio muito grande na ponta Ferramenta mal fixada Material fixado impropriamente Largura de corte grande demais (use dois cortes) Corte: Problemas e Causas Problemas Causas Prováveis Superfície fundida Ferramenta cega Folga lateral insuficiente Refrigerante insuficiente Acabamento áspero Avanço rápido demais Ferramenta mal amolada Marcas especiais A ferramenta tem atrito na sua retirada Rebarba na ponta da ferramenta Superfícies côncavas ou convexas Ângulo da ponta grande demais A ferramenta não é perpendicular ao eixo Ferramenta desviada (use ângulo negativo) Avanço rápido demais Ferramenta montada acima ou abaixo do centro. Rebarbas no corte |
Ângulo
da ponta muito pequeno Ferramenta cega ou má afiada Avanço rápido demais Rebarbas na superfície exterior da peça Falta de chanfradura antes do corte Ferramenta cega Perfuração: Problemas e Causas Problemas Causas Prováveis Furo cônico Broca mal amolada Folga insuficiente Avanço muito rápido Superfície queimada ou fundida Tipo de broca não apropriada Broca mal amolada Avanço muito lento Broca cega Trama de broca muito grossa Vibração Folgas muito grandes Avanços muito lentos Ângulos muito grandes Marcas da broca ou linhas em espiral na parede Avanço muito rápido Broca mal centrada Broca esmerilhada Excentricamente Furos demasiadamente grandes Broca esmerilhada Excentricamente Folgas insuficientes Avanço muito rápido Ângulo da ponta muito grande Furos pequenos demais Broca cega Folgas grandes demais Ângulo da ponta pequeno Furos não concêntricos Avanço muito rápido Rotação muito lenta A ferramenta de corte deixa rebarbas que desviam a broca Broca montada fora do centroBroca mal amolada Rebarbas ao cortar Ferramenta de corte cega A broca não atravessa a peça completamente A broca perde o fio rapidamente Avanço lendo demais Velocidade alta demais Lubrificação insuficiente |
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