Montagens Industriais – Planejamento, execução e controle
Paulo S. Thiago Fernandes
ISBN: 85-88098-32-6
Ano: 2009
Edição: 2ª edição revisada e ampliada
Número de páginas: 371
Formato: 17 x 24 cm
R$ 118,00

Com mais de 20 anos de experiência na área de montagens, o autor escreveu este livro sob a óptica do montador, não do projetista, fabricante ou construtor. Trata-se de uma obra específica e abrangente, com os fundamentos e informações essenciais à implementação da atividade de montagem. Ele aborda as cinco modalidades básicas que compõe a montagem: estruturas metálicas, equipamentos mecânicos, tubulações, elétrica e instrumentação.

Além destas, algumas técnicas sempre presentes, como o transporte e levantamento de cargas, a soldagem e a pintura. Complementando o assunto, noções de: gerenciamento de obras, planejamento, programação e controle, qualidade, custos, orçamento e contratação de serviços. Assinale-se a inclusão de uma coletânea de índices de montagem, que poderão servir como referência para a organização de um arquivo próprio, adaptado a características particulares da empresa, à natureza dos serviços, a condições locais e a outros fatores condicionantes da produtividade da mão-de-obra.

Os assuntos aqui abordados poderão ser úteis aos profissionais ligados a obras de construção e montagem, incluindo engenheiros, técnicos, supervisores e administradores em geral, bem como aos professores e estudantes das escolas técnicas e de engenharia

APRESENTAÇÃO

A montagem industrial, montagem eletromecânica ou simplesmente “montagem”, tem aplicação em todos os tipos de instalações industriais, não somente na implantação de novas unidades, mas também na ampliação, reforma e manutenção das já existents. Ela está, dessa forma, sempre presente nos diversos setores da indústria - siderurgia, petróleo, petroquímica, gás, telecomunicações, mineração, energia elétrica, energia atômica e fabricação em geral.

Abrangendo tão extensa e variada gama de atividades, a montagem industrial assume grande relevância no setor de serviços de engenharia, empregando expressivo efetivo de gerentes de projeto, engenheiros, técnicos e mão-de-obra especializada em geral. Segundo a ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial - que congrega mais de cem empresas de engenharia, a mão-de-obra no setor chegou a ultrapassar 280 mil empregados na década de 80, com receita anual acima de 14 bilhões de dólares.

Por essa razão, não podemos deixar de lamentar que esta atividade não tenha merecido, até o momento, um capítulo especial nos currículos de nossos cursos de engenharia - apenas umas poucas faculdades incluem cadeiras relativas à montagem. Em compensação, é gratificante saber que a UFF - Universidade Federal Fluminense - vem ministrando, desde 2002, um curso de Montagens Industriais, em nível de pós-graduação.

Foi-nos dado experimentar, pessoalmente, as conseqüências desta lacuna. Depois de alguns anos de trabalho em atividades de produção fabril, tivemos a oportunidade de participar, pela primeira vez, em 1974, de uma obra de grande porte, na qualidade de responsável pela complexa montagem dos Sopradores do Alto-Forno 3 da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Só então nos foi possível tomar consciência dos problemas da montagem. E foram necessários muitos esforços e dedicação para podermos levar ao bom termo aquele empreendimento.

Se nos vinte anos seguintes, totalmente dedicados à montagem, pudemos adquirir alguma experiência no ramo, por outro lado estivemos sempre conscientes de que muito ainda teríamos por aprender. Cada nova obra oferecia situações diversas e grandes desafios.

Em especial sentimos, desde o início, grande dificuldade para obtenção de literatura técnica sobre o assunto montagem, em português ou em outras línguas. Constatamos que algumas empresas, em função dessa deficiência, desenvolvem documentação própria a respeito, mas em geral não costumam divulgá-la. Além das normas técnicas brasileiras, americanas e européias, somente aquelas próprias de grandes empresas, como Petrobras, CSN, CST, etc., bem como os catálogos dos fabricantes de equipamentos, fornecem as instruções indispensáveis à montagem, sendo estas, no entanto, restritas aos seus produtos.

Nas livrarias, encontram-se alguns excelentes livros sobre assuntos como tubulações, estruturas metálicas e instalações elétricas; mas que são, em geral, mais voltados para o seu projeto e fabricação, sem abordar especificamente a montagem, ou fazendo-o de forma sumária (exceção para o excelente “Tubulações Industriais” de Pedro C. S. Telles, constante de nossa bibliografia).Em face deste problema, entendemos que poderia ser útil empreendermos, com base em documentos coligidos durante mais de 20 anos de experiência na área, um roteiro básico para condução de serviços de montagem.Fique claro, no entanto, que abordaremos apenas os fundamentos da montagem, enumerando procedimentos rotineiros, sempre presentes nos projetos industriais em geral.

Estudos específicos sobre montagens especiais, ligadas a determinados setores, como os de petróleo (refinarias, tanques, oleodutos, gasodutos, plataformas marítimas), siderúrgicos (alto-fornos, linhas de laminação, aciarias), de energia (termelétricas, subestações, usinas atômicas), de telecomunicações, etc. vêm sendo ou serão, sem dúvida, desenvolvidos por técnicos categorizados e experientes em cada um destes ramos. Estamos confiantes em que este trabalho poderá vir a interessar não somente aos professores e estudantes das Escolas de Engenharia e Cursos Técnicos, mas também a todos os profissionais e empresas que se iniciam ou convivem com os trabalhos de montagem industrial.

Plano de trabalho

A montagem corresponde à etapa final de qualquer programa de implantação, ampliação ou reforma de uma instalação industrial. Para que possa ser iniciada e implementada, é indispensável que as fases que a precedem, de estudos de viabilidade, projeto, suprimento e construção civil, estejam concluídas ou, pelo menos, suficientemente avançadas.

Acreditamos que o requisito principal para engenheiros e técnicos de montagem não seja propriamente o de possuírem uma grande experiência como projetistas. Eles deverão estar capacitados, no entanto, a interpretar os desenhos e especificações que compõe o projeto, com a finalidade de poderem bem planejar, dirigir e supervisionar as obras.

Uma premissa irá, então, nortear nosso plano de trabalho: focalizar os assuntos que possam interessar especificamente ao montador, não ao projetista. Sem esquecer, no entanto, que em certas situações o montador será compelido a conceber, no campo, alterações de projeto, devido a imprecisões e omissões, ou mesmo à impossibilidade de uma prévia definição.

Abordaremos, com maior ênfase, as cinco modalidades básicas da Montagem: Estruturas Metálicas, Mecânica, Tubulação, Elétrica e Instrumentação. Enfocaremos ainda algumas técnicas sempre presentes em montagem, como o transporte e levantamento de cargas, a soldagem, a pintura e os revestimentos térmicos e refratários, além de noções sobre instalação de canteiros de obra e segurança do trabalho. Finalmente, alguns itens do maior interesse para qualquer tipo de obra, quais sejam: Planejamento, Programação e Controle de Obras, de Qualidade e de Custos.

SOBRE O AUTOR

Paulo S. Thiago Fernandes

  • Engenheiro Industrial e de Automóvel pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), 1960.
  • Pós-graduado em Pesquisa Operacional, Matemática I e Termodinâmica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI), 1967/68; e em Controle da Produção, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 1970.
  • Ex-professor: - Instituto Militar de Engenharia (IME), cadeiras de Administração Industrial e de Planejamento e Controle da Produção, 1969/74; - Faculdade de Engenharia Civil de Barra do Pirai, cadeiras de Geometria Analítica e de Administração Industrial, 1970/76; - Faculdade de Engenharia de Nova Iguaçu, cadeiras de Geometria Analítica e de Mecânica Racional, 1972/75; - Faculdade de Ciências Econômicas do Sul de Minas, cadeira de Planejamento e Controle da Produção, 1968/69; - Faculdade de Filosofia de Itajubá, cadeiras de Física I e II, 1966/69; - Escola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca, cadeira de Resistência dos Materiais 1971/72.
  • Atividades como Engenheiro: - Chefe das oficinas de manutenção de equipamentos de construção rodo-ferroviária do 1º Gru-pamento de Engenharia de Construção, em Campina Grande, PB-1961/64; - Engenheiro de Produção e Chefe de Estudos e Projetos da Fábrica de Armas de Itajubá, 1964/69; - Engenheiro da Divisão de Planejamento do Departamento de Obras do Exército, 1969/70; - Chefe de Obra, Chefe do Departamento Técnico e Diretor Técnico da Stemil – Sociedade Técnica de Montagens Industriais Ltda., 1974/91; - Consultor Técnico da Equipe – Montagens Industriais Ltda., 1991/93; - Consultor Técnico da Itaipuam Montagens S/A, 1993/94.
INDÍCE

1. Recursos físicos para a montagem
     1.1 Mão-de-obra
     1.2 Equipamentos de montagem
     1.3 Materiais

2. Transporte e levantamento de cargas
     2.1 Equipamentos de transporte
     2.2 Equipamentos de levantamento de cargas
     2.3 Pontes rolantes
     2.4 Guindastes
     2.5 Elementos básicos para operação dos guindastes
     2.6 Cabos de aço
     2.7 Preparação das cargas
     2.8 Mão-de-obra de transporte e elevação de cargas
     2.9 Planejamento do transporte e elevação de cargas
     2.10 Procedimentos de segurança

3.  Soldagem
     3.1 Generalidades
     3.2 Solda a arco com eletrodo revestido
     3.3 Solda TIG 
     3.4 Soldas MIG e MAG
     3.5 Solda de arco submerso
     3.6 Solda oxiacetilênica
     3.7 Processos de corte
     3.8 Tratamentos térmicos
     3.9 Deformações de soldagem
     3.10 Inspeção de soldas
     3.11 Simbologia da soldagem
     3.12 Qualificação dos procedimentos de soldagem
     3.13 Qualificação de soldadores
     3.14 Mão-de-obra de soldagem

4. Pintura industrial
     4.1 Finalidades da pintura
     4.2 Componentes e classificação das tintas
     4.3 Preparação para a pintura
     4.4 Métodos de aplicação das tintas
     4.5 Considerações gerais sobre pintura
     4.6  Esquemas de pintura
     4.7 Estimativa da área de pintura
     4.8 Consumo de tintas
     4.9 Qualidade na pintura
     4.10 Mão-de-obra de pintura
     4.11 Normas técnicas de pintura

5. Montagem mecânica
     5.1 Graus de montagem
     5.2 Tolerâncias de montagem
     5.3 Recebimento e armazenagem de equipamentos mecânicos
     5.4 Preparação para a montagem
     5.5 Montagem dos equipamentos
     5.6 Montagem de componentes e acessórios
     5.7 Revisão e relatório de montagem
     5.8 Testes
     5.9 Equipes de trabalho de mecânica

6. Montagem de estruturas metálicas
     6.1 Generalidades
     6.2 Fabricação de campo
     6.3 Processos de interligação de peças
     6.4 Recebimento e armazenagem de estruturas metálicas
     6.5 Procedimentos gerais de montagem
     6.6 Inspeções de montagem
     6.7 Galpões metálicos
     6.8 Montagem de galpões
     6.9 Montagem de ponte rolante
     6.10 Equipes de trabalho de estruturas metálicas

7. Montagem de tubulações
     7.1 Generalidades - tubos e tubulações
     7.2 Processos de ligação de tubos
     7.3 Suportes de tubulação
     7.4 Acessórios de tubulação
     7.5 Recebimento e armazenagem de tubulações
     7.6 Pré-fabricação e pré-montagem
     7.7 Montagem
     7.8 Teste hidrostático
     7.9 Preparação para a operação
     7.10 Tubulações de lubrificação e de comando hidráulico
     7.11 Tubulações de oxigênio
     7.12 Tubulações enterradas
     7.13 Revestimento térmico de tubulações
     7.14 Revestimentos refratários
     7.15 Pintura de tubulações
     7.16 Equipes de trabalho de tubulação

8. Montagem elétrica
     8.1 Generalidades
     8.2 Materiais elétricos
     8.3 Equipamentos elétricos
     8.4 Recebimento e armazenagem de materiais elétricos
     8.5 Procedimentos gerais de montagem
     8.6 Montagem de equipamentos elétricos 
     8.7 Montagem de sistemas de aterramento
     8.8 Entrada em operação
     8.9 Linhas elétricas subterrâneas
     8.10 Redes aéreas
     8.11 Redes de iluminação
     8.12 Equipes de trabalho de elétrica
     8.13 Fibras ópticas

9. Montagem de instrumentação
     9.1 Generalidades
     9.2 Elementos dos sistemas de controle
     9.3 Materiais e equipamentos de instrumentação
     9.4 Recebimento e armazenagem de instrumentação
     9.5 Montagem de instrumentação
     9.6 Equipes de trabalho de instrumentação

10. Montagem de dutos
     10.1 Generalidades – normas técnicas
     10.2 Componentes das linhas de dutos
     10.3 Procedimentos especiais
     10.4 Atividades de construção e montagem
     10.5 Equipes de trabalho para montagem de dutos

11. O canteiro de obra
     11.1 Generalidades
     11.2 Planejamento das instalações
     11.3 Recebimento e armazenagem de materiais e equipamentos

12. Segurança e medicina do trabalho
     12.1 Objetivos, legislação e normas de segurança
     12.2 Órgãos de segurança na obra – SESMT e CIPA
     12.3 Análise de riscos
     12.4 Reuniões e inspeções de segurança
     12.5 Insalubridade e periculosidade
     12.6 Recrutamento, seleção e treinamento
     12.7 Acidentes de trabalho
     12.8 Equipamentos de proteção

13. Planejamento, programação e controle
     13.1 Conceitos gerais
     13.2 Finalidades 
     13.3 Seqüência do planejamento
     13.4 Estrutura analítica do projeto (EAP)
     13.5 Contratação de obras
     13.6 Parâmetros básicos de planejamento (Hh e Mh)
     13.7 Índices de montagem
     13.8 Apropriação e medição
     13.9 Planejamento básico (PLB)
     13.10 Planejamento operacional (PLO)

14. Representação gráfica do planejamento
     14.1 Cronogramas de barras
     14.2 Histogramas
     14.3 Curva S
     14.4 Organograma
     14.5 PERT-CPM
     14.6 NEOPERT
     14.7 Cronograma de barras a partir do PERT
     14.8 Nivelamento de recursos
     14.9 PERT - custo

15. Controle de custos
     15.1 Classificação dos custos
     15.2 Métodos de orçamento
     15.3 Custos de mão-de-obra
     15.4 Custos com materiais
     15.5 Custos com equipamentos, ferramentas e EPIs
     15.6 Serviços subempreitados
     15.7 Outros custos
     15.8 Custos de administração central
     15.9 Lucro e preço de venda
     15.10 Análise dos custos - valor agregado  
     15.11 Plano de custos
     15.12 Implantação de um sistema de controle de custos

16. Qualidade na montagem
     16.1 Objetivos e importância da qualidade
     16.2 Normas técnicas de qualidade
     16.3 Sistemas de garantia da qualidade
     16.4 Custo-benefício da qualidade 
     16.5 Seqüência do controle de qualidade

ANEXOS
     Anexo 1.1 - Equipamentos de aluguel
     Anexo 1.2 - Ferramentas e instrumentos de medida
     Anexo 1.3 - Caixas de ferramentas
     Anexo 1.4 - Materiais de consumo
     Anexo 12.1 - EAP – Estrutura analítica do projeto
     Anexo 12.2 - Índices de montagem
                      A - Estruturas metálicas
                      B - Equipamentos mecânicos
                     C - Tubulação
                      D - Elétrica e instrumentação
                     E - Isolamento térmico e revestimentos
                     F - Pintura
                     G - Soldagem
     Anexo 12.3 - Critérios de medição
     Anexo 14.1 - Plano de Custos
     Anexo 15.1 - Normas técnicas

Referências bibliográficas

 
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